Escrevo a lembrança que minha alma traçou...
Escrevo a lembrança que minha alma traçou
Dentro do homem com mãos de ausência.
Por mais que minhas mãos escavem minhas raízes
Meu sangue me induz a cantar o sombrio e o alegre
O caminho cortado na água, o sonoro estupor da chuva.
A luz vesperal das velas das casas antigas.
Nas vidas vestidas de trajes de honra e bandeiras,
Cedros carregados de padecimentos e fúria
O rio em sua extensão contou com suas mãos,
Seu gado, seus velhos teares, suas rédeas,
Atando dentro do homem a lei dos séculos e lutas
Cada homem cortou da pura madeira e sonho
A casa que nasceu das mãos e lágrimas
Buscando a dor, o suplicio e a brusca esperança na terra.