sexta-feira, 1 de março de 2013

Escrevo a lembrança que minha alma traçou …

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Escrevo a lembrança que minha alma traçou... 

 

Escrevo a lembrança que minha alma traçou

Dentro do homem com mãos de ausência.

Por mais que minhas mãos escavem minhas raízes

Meu sangue me induz a cantar o sombrio e o alegre

 

O caminho cortado na água, o sonoro estupor da chuva.

A luz vesperal das velas das casas antigas.

Nas vidas vestidas de trajes de honra e bandeiras,

Cedros carregados de padecimentos e fúria

 

O rio em sua extensão contou com suas mãos,

Seu gado, seus velhos teares, suas rédeas,

Atando dentro do homem a lei dos séculos e lutas

 

Cada homem cortou da pura madeira e sonho

A casa que nasceu das mãos e lágrimas

Buscando a dor, o suplicio e a brusca esperança na terra.